Peço-te

 
Peço-te se possível, levanta a crista, conquista, onde não há fogo sem fogo de vista,aglomerados de atentados mas só por ti sou ativista, tenho em vista que ainda invista, ou te perca de vista, perdi-me só captei conquista, sei que preferias um simples “ok”, ao contrário de “vista”. Peço-te se possível, aperta o cinto e apenas reflete nas centenas de vezes que te disse o que sinto, sinto que posso fazer mais, virar mundos e fundos, trocar horas por minutos, minutos por segundos e até trocar as cores dos sinais, sinto que não faço tudo mesmo fazendo a mais, sinto que estou crente, mesmo sem estar doente, isto não é uma clínica mas hoje sou o paciente, sinto que podíamos dançar pela noite fora, enquanto me pedes um abraço, mas com gestos mandas-me embora, sinto que sabes mais do que eu sobre a minha mente, apesar de quereres dar para trás eu estou à frente, e o que lá vai lá vai, e agora sim refiro-me ao passado, serve para todos então, e se vos deixassem de merdas e ficassem lado a lado? Peço-te se possível, vem comigo na minha viagem, o gasóleo é de borla, e eu pago a portagem, ensinava-te a guiar, a acelerar nas ruas com o pé no acelerador alternando com a embraiagem, sei que sou verde nesta via, mesmo sem via verde, tantas palavras em falta como água em dias de sede, onde ninguém cede, não gostas de ouvir até percebo mas aprecia a paisagem, que eu aprecio então quem sente a minha mensagem. Peço-te se possível, sê feliz ou faz por isso porque na vida nada é compacto, quero-te ver estável, com amigos de verdade e uma firma onde possas assinar um contrato, vamos mantendo o contacto, que sejas bem tratado porque tudo é reversível, quando ontem eras assassino amanhã o assassinado. Peço-te se possível, deixares de estereótipos e pensares, (será que isto está ao meu nível), magoar-te era tão provável como um cego achar isso visível, deixar de associar músicas a ti para mim é uma prioridade, conquistar-te podia não ser uma perda de tempo, talvez um presente para a sociedade, não falo pelos cotovelos e sei bem que ninguém me ignora, estou confuso porque sei que ainda mal te foste embora. Chega, chega de pedir, não te peço mais nada, os tempos foram passando e eu perdendo o fio à meada, são noites difíceis onde como companhia apenas uma almofada, e pensamentos que nunca me deixam sozinho na estrada, porque sabíamos que tínhamos tudo, sem ter nada.
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